Praias do Porto

Praias do Porto


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Praia Homem do Leme

Praia Homem do Leme

Photo by Joseolgon - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=54646045


A estátua de bronze que se situa à entrada, na Avenida de Montevideu, dá o nome à praia. Da autoria de Américo Gomes (1934), este monumento presta homenagem aos pescadores, representados pelo homem que agarra vigorosamente um leme, que fazem da sua vida o trabalho no mar. É admirável pelo seu movimento, expressão e carácter. Houve mesmo quem considerasse, a seu tempo, uma das maiores revelações artísticas dos últimos tempos, no sentido da escultura nacionalista monumental portuguesa. Em termos geológicos, a praia do Homem do Leme é uma praia do tipo rochoso, sem arriba e com declive variado. É uma praia frequentada por muitas famílias, uma vez que dispõe de dois parques infantis, tendo sido a primeira Praia do Porto a obter o galardão Bandeira Azul.

Extensão de Areal: 374 m

GPS: Latitude: 41° 9' 38.58" N (41.160717) Longitude: 8° 41' 9.36" S (-8.685928)




Praia Castelo do Queijo

Praia Castelo do Queijo

Photo by lilivanili from London, UK - Castelo do QueijoUploaded by tm, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24564434


O nome da praia deve-se ao facto de estar localizada junto ao  Forte de São  Francisco Xavier do Queijo, uma antiga fortificação defensiva construída no século XV. O pequeno forte de forma maciça, com a entrada rasgada em arco e rematada pelo escudo de armas portuguesas, tem a denominação popular de Castelo do Queijo. Segundo a tradição, no sítio aonde foi edificado havia uma enorme pedra de forma arredondada, semelhante a um queijo. Por ter sido assente sobre tal rochedo adveio-lhe o nome que sempre teve. Desde tempos imemoriais que se diz que o enorme rochedo onde o castelo  foi  construído era um lugar sagrado para os Draganes, tribo Céltica que veio para a Península Ibérica seis séculos antes de  Cristo.  A paisagem  da  Praia do Castelo do Queijo é dominada por afloramentos rochosos que envolvem o areal e os seus visitantes.

Extensão de Areal: 140 m

GPS: Latitude: 41° 10' 2.64" N (41.167408) Longitude: 8° 41' 24.54" S (-8.690151)




Praia do Molhe

Praia do Molhe

Photo by Joseolgon - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=63203341


Com uma tradição de banhos que remonta ao século XIX, a Praia do Molhe deve a sua denominação à estrutura costeira, semelhante a um pontão, que avança para o mar e que delimita a zona de banhos, protegendo-a em dias de temporal. A Praia do Molhe, a partir dos primeiros anos do século XX e nas décadas que se lhes seguiram, passou a ser a estância mais importante da zona costeira portuense, onde a juventude tomava banho e nadava, utilizando o molhe para saltar. Nas barracas de praia reunia-se a fina-flor da sociedade portuense. A paisagem costeira é embelezada pela Pérgola da Foz, um dos postais ilustrados mais emblemáticos da cidade do porto. Esta balaustrada de cimento foi construída, por volta de 1930, pelo renomado António Enes Baganha. É uma espécie de passeio com cobertura em forma de ramada decorativa ou terraço coberto, que funciona como um miradouro privilegiado sobre o mar. Toda a envolvente desta praia, prende a atenção dos veraneantes, quer pela escadaria sumptuosa, quer pelos bares de esplanadas cuidadas. A zona rochosa que se apresenta entre as marés e o molhe propriamente dito é a sua principal referência

Extensão de Areal: 168 m

GPS: Latitude: 41° 9' 28.92" N (41.158028) Longitude: 8° 41' 3.24" S (-8.684239)




Praia de Gondarém

Praia de Gondarem

Photo by Câmara Municipal do Porto


O nome desta praia compõe-se de dois étimos, «gund» que significa batalha, e «rimis» descanso. Gondarém seria portanto «descanso na batalha». Foi durante anos conhecida como Praia «da Conceição», nome da sua banheira mais popular, com o seu paredão de pedra que a preia-mar encobria e era sobretudo uma praia frequentada por crianças. Nesse tempo, o ritual de mudança da Praia da «Conceição» para a do Molhe simbolizava a passagem da infância à adolescência. A praia de Gondarém é uma praia com uma delgada língua de areia e com dois arcos de abrasão marítima que se destacam na paisagem. Nas poças de maré, destaca-se uma elevada biodiversidade de espécies, nomeadamente de algas e gastrópodes.

Extensão de Areal: 115 m

GPS: Latitude: 41° 9' 22.14" N (41.156148) Longitude: 8° 40'54.18" S (-8.681725)




Praia da Luz

Praia da Luz
Photo by Varun Shiv Kapur from New Delhi, India - Porto beachfrontUploaded by tm, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24353552


A designação desta praia advém da proximidade da Rua Senhora da Luz, onde há registo da existência de uma antiga capela dedicada à mãe de Deus, na invocação da Senhora da Luz. Mais tarde  edificaram-se  junto dela, no Monte da Luz, um farol e um forte, cuja vista se estende da barra do Douro até Espinho. Com a ruína da capela, a imagem Senhora da Luz passou para a Igreja Paroquial da Foz do Douro, onde ainda hoje é venerada. Entre 1761 e 1926, o Farol da Senhora da Luz serviu para guiar os pescadores e os marinheiros da pedregosa costa e não menos traiçoeira barra. Os registos históricos apontam para que este tenha sido o primeiro farol propriamente dito que existiu na costa portuguesa.


Extensão de Areal: 67 m

GPS: Latitude: 41° 9' 10.74" N (41.152985) Longitude: 8° 40' 47.16" S (-8.679764)


 


Praia dos Ingleses

Praia dos Ingleses

Photo by Mister No, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=59070549


Foram os britânicos que, em meados do século XIX, lançaram a moda de fechar as suas casas na cidade para irem passar uns meses à beira-mar. Como sintoma dessa realidade existe ainda a Praia dos Ingleses, que era quase exclusivamente frequentada por estrangeiros, principalmente britânicos.

Aos ingleses juntou-se a burguesia portuense que tomava o banho muito cedo e depois regressava a casa ou ia para os negócios no centro da cidade. Voltava-se à praia de tarde, sobretudo as senhoras e crianças, para passear, conversar, brincar na areia, escrever ou ouvir rimas. Ir à praia era chique e servia para mostrar a elegância, com vestidos, floreados e folhados, bengalas e cartolas.

Na Praia dos Ingleses é possível iniciar um percurso por entre afloramentos de vários tipos de rochas metamórficas (gneisses, metassedimentos e anfibolitos), de idade pré-câmbrica (mais antigos que 570 milhões de anos), recortados por granitos variscos, com cerca de 290 milhões de anos.

A Praia dos Ingleses é uma zona de declives bastante suaves, com alguns metros de extensão de areia fina. A sul desta praia, numa arriba rochosa com cerca de 4 metros de altura, aflora o maciço de Gnaisse que a separa da Praia do Ourigo.


Extensão de Areal: 86 m

GPS: Latitude: 41° 9' 6.84" N (41.151893) Longitude: 8° 40' 43.14" S (-8.678654)




Praia do Ourigo

Praia do Ourigo

Photo by Mathieu Marquer from Paris, FRANCE - IMG_2346, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=45066483


Em tempos mais recuados, concentravam-se nesta praia as gentes balneares da zona e os veraneantes do Porto, que vinham num carroção grande puxado por bois, em «char-à-bancs» ou, em certos casos, de barco, rio abaixo, desde a Ribeira ou Massarelos até à barra. O banho santo, em honra de S. Bartolomeu, tinha lugar na praia do Ourigo, dando corpo a uma tradição que remonta ao século XVI e ainda hoje perdura. Os próprios pais ou os banhistas pegam nas crianças ao colo e mergulham-nas três vezes nas águas do mar para esconjurar medos e curar maleitas como a gaguez, gota ou epilepsia.

Extensão de Areal: 134 m

GPS: Latitude: 41° 9' 1.86" N (41.150520) Longitude: : 8° 40' 38.22" S (-8.677285)




Praia do Carneiro

Praia do Carneiro
Photo by José Moutinho / CC BY-SA 3.0, https://www.travel-in-portugal.com/beaches/praia-do-carneiro.htm


A praia do Carneiro situa-se junto ao Forte de São João da Foz do Douro, também chamado Castelo da Foz, construído no séc. XVI e ampliado no XVII para proteger a barra do Douro. Belo exemplo de arquitectura militar, alberga as ruínas da igreja quinhentista de São João da Foz, de uma abadia beneditina e do Palácio de D. Miguel da Silva. Quem por ali passa, junto à Esplanada do Castelo, local onde o Douro se dilui no Atlântico, pode calcorrear dois caminhos. Para jusante começa a zona elegante e cosmopolita da Foz, enquanto para montante se desenvolve o Passeio Alegre, jardim de gosto romântico.

Extensão de Areal: 187 m

GPS: Latitude: 41° 9' 52.14" N (41.147821) Longitude: : 8° 40' 31.74" S (-8.675476)


Fonte: praiasdoporto.pt